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sexta-feira, 7 de agosto de 2026 · Edição digital

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Por que tanta gente começa a treinar e desiste?

Pesquisa que acompanhou 5.240 alunos de academia por um ano mostra que 63% param antes do terceiro mês. O que separa quem fica de quem desiste tem menos a ver com força de vontade do que se imagina.

Por Conteúdo de Marca

4 min de leitura
Por que tanta gente começa a treinar e desiste?

Crédito: Alexandre Arraes

Quase todo mundo já começou. Comprou o tênis, pagou a matrícula, foi firme na primeira semana — e um dia parou. Se essa é a sua história, ela não é exceção: é a regra. Uma pesquisa brasileira acompanhou 5.240 alunos de uma academia durante 12 meses e chegou a um número duro: 63% abandonaram o treino antes do terceiro mês. Menos de 4% seguiram treinando por mais de um ano seguido.

O mesmo estudo achou uma coisa que ninguém espera. Emagrecer é o motivo mais comum para começar — e é também o que mais leva ao abandono precoce. Quem entra pela balança tende a desistir antes dos outros. A explicação é simples: a balança é lenta e mente. Nas primeiras semanas o corpo já está mudando — força, disposição, medidas —, mas o ponteiro custa a andar. Sem ninguém para mostrar o que está acontecendo por baixo, a pessoa conclui que não está funcionando e para justamente no momento em que estava dando certo.

O primeiro mês decide o ano

Outro levantamento brasileiro, feito em academias, quis saber o que faz alguém continuar. A resposta foi a consistência nos primeiros 28 dias: quem treina pouco no primeiro mês quase não chega ao segundo. Numa das academias analisadas, as mulheres desistiam mais que os homens — e não é difícil entender por quê. O primeiro mês é justamente quando se está mais perdida: não se sabe quanto peso usar, se a execução está certa, quantas séries fazer, se aquela dor é normal ou é lesão. Some-se a isso a sensação de que todo mundo ali já sabe o que está fazendo, menos você. Sozinha, a pessoa erra, se frustra ou se machuca. E some. Para Alexandre Arraes, mestre em Educação Física e há mais de dez anos na área, é justamente aí que mora o mal-entendido.

“A maioria não desiste por preguiça. Desiste por não saber se está indo bem. Por isso avalio meus alunos quase toda semana, com tecnologia e critério científico. Quando a pessoa vê o próprio progresso em número, não precisa de força de vontade — ela continua.”

— Alexandre Arraes, mestre em Educação Física

Não é a distância. É estar sozinho.

E dá para medir o tamanho dessa diferença. Um estudo da Universidade de Brasília acompanhou 124 homens por 11 semanas, com o mesmo treino, na mesma academia. A única diferença era quanta atenção cada um recebia: num grupo havia um professor para cada cinco alunos; no outro, um para cada 25. Ao fim, o grupo mais acompanhado ganhou 15,9% de força no supino, contra 10,2% do outro — e foi o único que também melhorou a força de perna. Mesmo treino, mesmo tempo, resultados diferentes. O estudo mediu força porque força é fácil de medir; o que ele mostra vale para qualquer objetivo, seja emagrecer, ganhar disposição ou parar de sentir dor nas costas. O corpo responde melhor quando alguém acompanha, corrige e ajusta. O que mudou não foi o treino. Foi ter alguém olhando.

Alexandre Arraes acompanha uma aluna durante a execução do leg press

Alexandre Arraes, o profissional ouvido nesta reportagem — o mesmo da foto de capa —, corrige a execução de uma aluna no leg press.

Mas acompanhar não exige estar na mesma sala. Um ensaio clínico publicado em 2025 seguiu pessoas treinando em casa: quem tinha alguém olhando seus resultados e dando um retorno manteve cerca de 1,5 vez mais aderência do que quem apenas recebeu o programa e foi tentar sozinho. Para quem concilia trabalho, casa e filhos, ou mora numa cidade onde falta profissional qualificado, isso muda o jogo: dá para treinar no horário que cabe, em casa ou na academia da esquina, e ainda assim ter alguém conferindo se está indo bem. No fim, o que segura alguém no treino não é a academia nem a força de vontade — é ter um método e alguém que acompanhe e mostre o que está mudando.

Alexandre Arraes é mestre em Educação Física, com mais de dez anos de atuação e experiência no treinamento de mulheres. Atende em Cuiabá e acompanha alunos on-line em qualquer cidade. É o que esta reportagem descreveu do começo ao fim: programa individual, avaliação frequente e o progresso mostrado em número — para você não depender da balança nem da força de vontade. Não é preciso estar em forma para começar, nem saber por onde. A primeira conversa é sem compromisso: conte como está sua rotina hoje e ele diz com franqueza o que dá para fazer, e em quanto tempo.

Falar com Alexandre no WhatsApp: (65) 99271-4674

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Publieditorial · Alexandre Arraes

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